sábado, 29 de maio de 2010

CRÔNICA DE ARNALDO JABOR !

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços,sorri e dispara:
"eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".
No entanto, passado o efeito do uí sque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapeuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animada­ssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação".
Agir como tribalista tem consequencias, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de lí ngua, namorar e não ser de ninguém.
Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair muitas vezes com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra,etc, etc, etc. Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram.
Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um,dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente esté apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.
Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como se deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.
Desconhece a delí cia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçados,roçaando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter"alguém para amar".
Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocí nio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição.
No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a"comer sal junto até morrer".
Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as licões que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.
Podemos aprender a amar se relacionando.
Trocando experiências,afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos.
E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.
É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponí vel de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.
É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.
Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é ao mesmo que não ter ninguém também... é não ser livre para trocar e crescer...
É estar fadado ao fracasso emocional e a tão temida solidão..........

Música de hoje: Camila - engenheiros do hawai

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O casal desconhecido


Amanhece por trás das cortinas, e o casal desconhecido acorda aninhado, sem pressa, com a falta de cerimônia de quem entrelaça as pernas e suja de vinho o lençol na primeira noite. O casal desconhecido aos poucos percebe que divide a cama em terra de ninguém: um muquifo alugado num subúrbio de Paris, um apartamento emprestado em Botafogo, a locação de um filme barato na Gomes Freire - não importa onde, a cena é a mesma.
O casal desconhecido levanta sem muita pressa ou palavras (bendita a formalidade do semianonimato) e, com sorte, encontra café no armário.
"Açúcar ou adoçante?" é uma das perguntas inaugurais que fazem o casal desconhecido menos desconhecido na manhã seguinte. É o começo do fim, alguém diria. Como "eu te amo", e daquelas frases que só têm sentido quando ditas pela primeira vez. Depois viram tralha semântica, perdem o significado até que sejam repetidas para outrem - com quem se formará o próximo casal desconhecido.
Mas, para isso, haverá tempo.

***
Ainda que se defina na noite anterior uma érica da ausência futura (de que aquela será a última noite, e este, o último despertar), depois do primeiro café e do primeiro jornal lido em silêncio (bendito o silêncio do semianonimato), o casal desconhecido começará, desgraçadamente, a se conhecer.
Essa iniciativa normalmente cabe à nós mulheres: contamos a idade com que começamos a mestruar, quantos namorados tivemos, quanto tempo durou cada um e enchemos eles de detalhes que não interessam naquela primeira manhã. Essas mesmas historinhas, passados dois ou três meses, representarão o desenho das portas do inferno na Terra para eles, já convertidos em partícipes ciumentos de um novo casal.
E nisso também haverá alívio: o inferno é real.

***

O espaço da cama do casal desconhecido nesta primeira manhã é, ainda, terreno neutro. Essa neutralidade tem mais a ber com o tempo que desenhamos sobre os lençóis alheios do que sobre o espaço em si (Ernesto Sábato em "Heterodoxia": Almejamos a eternidade, insto é, o presente absoluto.")
O momento em que a cama se converte em tabuleiro de xadres ou terreno minado se confundem com o dia em que o casal desconhecido começa a fazer planos de sobrevida, mesmo que em segredo.
O casal desconhecido, quadno começa a se conhecer, esquece que a única eternidade possível é (foi) aquela, da primeira manhã, a última (a primeira, a única) vez em que estiveram realmente ao mesmo tempo no mesmo lugar.


música do dia: Vida Real - Engenheiros do Hawai

domingo, 14 de março de 2010

Dinâmica de grupo sob luz estroboscópica

As mulheres montadas para parecerem notas e inalcançáveis. Bebem prosecco com canudo, embriagam-se com o objetivo de se sentir à vontade para beijar um desconhecido. Na cabeça, internacionalismo capilar: escovas marroquinas, havaianas e japonesas. Sobre o corpo esguio usam saias e vestidos acinturados, numa versão contemporânea e axé do corselet francês do século XIX.
Os homens, previamente bêbados de uísque com Redbull no posto de gasolina onde se preparam para a caçã, querem todas e nenhuma. Vestido camisas polo dois tamanhos abaixo, grunhem palavras de ordem e frases de incentivo enquanto trocam porradinhas nos ombros com doçura.
Na vertigem do sábado à noite, data limite para ser feliz até o modorrento domingo, eles se reúnem em desespero nem tão discreto. Organizam encontros de gente solitária em casa lotadas. A vibe é de dinâmica de grupo para entrevista de emprego sob luz estroboscópica.
Diverti-se não faz parte dos planos de ninguém - ainda que muitas jurem com os pés juntinhos que saíram "só pra dançar".
Um raio laser na selva do olhar, e dá-se início a uma série de rituais ancestrais: o convite para um drinque, o papinho vazio no pé do ouvido (um finge que escuta, outro finge que diz), a mão do homem que sobe pelas costas da mulher, que serpenteia e se afasta com charminho, a conquista do território da nuca, o descartável sentimento de vitória e o afobado primeiro beijo, logo esquecido ou trocado por outros naquela mesma pista de dança sem dança.
No meio de fumaça de tiroteio na estação de trens parados, a jovem mulher se deseja através dos olhares que recebe. Trata-se de uma relação simbiótica ( um misógino diria parasitária) com o ecossistema da boate ou da Praia do Arpoador no sábado a noite. É para isso que sai de casa, mais do que para encontrar um objeto externo de desejo: para ser desejada.
Os homens de polo, em toda a sua precariedade unicelular, acabam funcionando como peões cujas costas ou olhares ou cantadas servem de escada rolante para o ego das mocinhas. Se tiverem sorte de beijar a desejada numa dessas noitadas, jamais saberão que, por trás de tudo, é ela que está se beijando - atráves dele.

***
Até que chegue o sábado em que os desabitados seres humanos das boates encontrem salões menos subterrâneos e mais iluminados onde, finalmente, possam se enxergar melhor.


Música do dia: Você me faz tão bem - Detonautas Roque Club

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Solidão a dois


Diga-me por que não admitir que preciso da sua gratidão, não tente esconder esses sentimentos de mim, apenas deixe a verdade transbordar em nossas vidas, eu não poderei continuar desse modo que me conhece, procurando sempre por alguém que nunca esteve aqui, então responda-me agora se devo ir-me embora, fale que não me ame, apenas diga-me que não se importa mais comigo ou apenas diga-me o que sente de verdade, eu nunca poderia imaginar que esse dia chegaria, mas eu preciso de uma prova do amor que está ai dentro, sempre acreditei que a honestidade sempre transparecia no rosto, então acredite que entreguei-me completamente a você, mas nesse momento não está sendo agradável ver seu coração distante do meu, então se ao menos respeita o que sinto você ouvirá meu pedido enlouquecedor e tirar-me dessa solidão a dois que nós tornamos.

Música do dia: A próxima vez - playmobille

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Harmonizando a vida

Olha eu aqui novamente. Depois de um tempinho sem postar nada aqui hoje resolvi escrever algumas coisinhas. Engraçado porque sempre gostei de escrever, mas ultimamente só tenho escrito quando me dar vontade ou quando fico um pouquinho pra baixo. E hoje estou assim, um pouco pra baixo, digamos até melancólica. Mas isso é bom, porque me faz escrever cada vez mais. Bom espero que gostem desse poste, apesar de estar melancólica, mostra a paz de espírito que estou ultimamente.

Vivo em harmonia e equilíbrio com todos que eu conheço, bem no centro do meu ser existe uma fonte infinita de amor. Agora deixo esse amor vir á tona, ele enche meu coração, meu corpo, minha mente, minha consciência, todo meu ser, e irradia-se de mim em todas as direções, voltando a mim multiplicados. Quanto mais amor uso e dou, mais tenho para dar. O sofrimento é infinito, sinto-me bem com o amor e essa sensação é uma expressão de minha alegria interior.

Portanto cuido carinhosamente de meu corpo, amorosamente eu o alimento com comidas e bebidas nutritivas, amorosamente exercito e arrumo meu corpo e ele, com carinho, me responde com saúde e energia vibrantes.

Portanto, dou-me um lar confortável, que atende minhas necessidades e onde sinto prazer de morar. Encho meus cômodos com as vibrações do amor, e assim, todos os que neles entram, eu inclusive, sentem esse amor e por ele são nutridos.

Portanto trabalho no que realmente gosto de fazer, usando meus talentos e habilidades criativas. Trabalho para e com pessoas que amo e que me amam, recebendo um bom pagamento pelos meus serviços.

Portanto ajo e penso de forma carinhosa com todos, pois sei que o que dou volta a mim, multiplicados. Atraio somente pessoas carinhosas, para o meu mundo, pois elas são um reflexo de mim.

Portanto perdôo e liberto totalmente o passado e todas as experiências passadas. Eu estou livre.
Portanto, vivo plenamente o presente,
vivenciando cada momento como bom, sabendo que meu futuro é brilhante, alegre e seguro, pois sou uma filha amada do universo e o universo com todo amor, cuida de mim.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A GENTE SE ACOSTUMA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma

por.: Marina Colassanti

I.p.c.: Carissimos a inspiração anda um pouco distante. Então desculpe se de alguma maneira decepcionei vocês. Mas espero que gostem desse texto.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FELIZ OLHAR NOVO

O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!

Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.

Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2010 não vai ser diferente.

Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!

Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...

Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.

Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial...
Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!

"Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

Por: Carlos Drumond de Andrade

I.p.c.: Postando antecipadamente a mensagem de feliz ano novo.! Já que não adianta posta a de natal pois já é praticamente véspera de natal.

Desejo a todos um feliz natal e um prospero ano novo.! Que o ano de 2010 seja cheio de realizações e que os sonhos e desejos se concretizem nesse novo ano.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Conectividade com a vida...


Fico pensando, pra que tanta conectividade? As pessoas tem deixado de ter um contato real p/ terem um virtual. E quando tentamos nos desligar desse mundo, sentimos falta de aparelhos celular, da internet e tudo mais...
Vamos nos desligar desse mundo virtual e viver a vida, aproveitar cada instante sem ter medo de errar. Vamos nos conectar com a natureza e aproveitar essa vibe sussa e positiva que ela nos proporciona, coisas positivas fazem bem, quero coisas positivas p/ mim e para todos e que os caminhos estejam abertos, LUZ, LUZ, LUZ muita luz para iluminar os passos que serão dados... o que mais quero é luz, muita luz e conectividade com a natureza... conectividade com a terra e não mais com essas mídias das quais nos exploram e nos deixam num transe, sem luz e sem caminho. Daqui a pouco o ano termina, precisamos nos conscientizar de que, se não fizemos o melhor, pelo menos tentamos.O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!

Dica para esse fim de ano.: Vamos nos desligar de tudo que nos prende, de tudo que nos intoxica e vamos nos conectar com a vibe que nos proporciona a melhor felicidade, vamos nos conectar com a natureza com as coisas divinas que mesmo sem explicação sabemos que existimos.

domingo, 8 de novembro de 2009

repensando 2009

Nem tudo que vivemos na vida devemos guarda em nossa memória. Durante essa semana entre conversas com amigos, faculdade, MSN, Orkut e twitter. Comecei a refletir sobre como esse ano está sendo. É o ano esta chegando à sua reta final e sempre que chega entre os meses de Outubro Novembro e Dezembro, é aquilo as pessoas começam a pensar em tudo que fez durante o ano, com esse pensamento de fim de ano é que comecei a refletir (O bom velhinho esta chegando). Vi que muitas coisas boas e ruins me aconteceu, noites especiais aconteceram, gargalhadas gostosas com amigos foram dadas, brigas com os pais aconteceram (coisa mais que normal), comecei a "amadurecer" e a virar "mulher", as responsabilidade apareceram, as contas chegaram, comecei o ano desempregada e pelo visto irei terminar assim, noites de sonos foram perdidas, horas e horas no MSN com as amigas, festas do pijama foram organizadas, viagens foram feitas, histórias pra contar aos netos foram criadas e blá, blá, blá... Nossa fiz tanta coisa que nem da para lista aqui. Entre o bem e o mal, mortos e feridos acabei que aprendi muita coisa...

* Os caras errados sempre continuaram sendo os caras errados.
*Que nem tudo que chamamos de amor é amor.

*Que homens SÓ (eu disse Só) pensam em sexo, futebol, video game e cerveja (na verdade eu já sabia disso, só estou reafirmando.)

*Que chocolate é melhor que sexo.
*Que quando eles dizem "te ligo" é porque eles não querem te ver mais.

*Que as melhores baladas são feitas a dois.

*Que amores também sobrevivem com a distancias
.
*Que tudo que é bom além de durar pouco engorda.
*Que amassos em carros são interessantes.

*Que não há coisa melhor que um sofá.
*Aprendi que sentir saudades é bom.
*Que os dias sem as pessoas que amamos são sempre iguais.
*Que não é fácil esquecer algo ou alguém.
*Que entrevistas de empregos são chatas.

*Que casamentos não se realizam de uma hora pra outra.

*Que pensar 24 horas do dia numa mesma pessoa não faz muito bem.
*Que é bom fazer o bem sem olhar a quem.

*Aprendi que DETESTO os comerciais natalinos dessas lojas de departamento.

*E que a felicidade se encontra em horinhas de descuido.


Não realizei nem metade dos meus planos para um novo ano novo, mas aprendi que as coisas não precisão ser programadas parada dar certo e que não precisa ser planejada, simplesmente elas acontecem e flui, quando não flui é porque deu errado. São com essas concepções que eu fecho aqui o meu post. Pode parecer papo de uma pessoa carente e tal, mas é a realidade de tudo que aprendi nesse ano, quem sabe eu não aprenda mais coisas até 31 de Dezembro. Reflexões e muita luz para esse final de ano.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Infância


Hoje pensei em como a infância era gostosa!Com suas brincadeiras e despreocupações.De olhos arregalados e corpo esticado viamos as horas passar, sem se preocupar com o tempo que perdiamos.A folha da árvore que virava catavento.O chinelo qe tornava-se um lindo avião. O sorriso singelo.Os amigos do parquinho.A vontade de ter um cachorro que fizesse tudo que os Rin tin tin's fazem.Essa inocência perdeu-se no tempo, no tornar-se adulto.A sensibilidade, a simplicidade de rabiscar no chão, mesmo que linhas imaginárias o que na nossa cabeça era um emaranhado de idéias.Espiar entre os dedos, fingir que estava dormindo.Levar flores para a professora ou simplesmente ganhar um abraço dela.Brincar na areia, subir em árvores!Tudo faziamos e agora olhamos com recordações.Apreciar as pequenas coisas é deixar a alma permanecer infantil, é olhar com ternura para aqueles que ainda não descobriram que o mundo adulto é tão assustador.É apaixonar-se por um olhar pequenino.Por uma atitude de criança travessa que diz "obrigada".É achar que ganhou o dia pq conseguiu algo que achava impossível.É acreditar que o amanhã será melhor.É brincar com borboletas!É chorar se preciso, é buscar o melhor!é ficar horas procurando desenhos em nuvens!É ter curiosidade! Que eu nunca deixe, Deus, de ter sede de poeta e alma de criança!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Luto a intensa dor da perda"

"A morte não é nada. Eu somente passei
para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo. Me dêem o nome
que vocês sempre me deram, falem comigo
como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora
de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estoudo outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela como sempre foi."

Santo Agostinho

domingo, 23 de agosto de 2009

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Por Arnaldo Jabor

domingo, 2 de agosto de 2009

Dúvidas


Mais uma vez pensamentos tristes assombram meu ser. Há horas que dá vontade de desistir de deixar tudo pra trás e começar de novo, mas como começar de novo com um passado tão grande. Há momentos em que os sonhos parecem ficar cada vez mais longe, ao invés de aproximar. Daí me pergunto: Foi algo que eu fiz de errado? Foi algo que eu deixei de fazer? Com certeza são todas elas. A todo momento fazemos algo de errado mesmo que inconsciente. Uma vez ouvi em um filme que “o que você faz é o que o caracteriza como pessoa”, mas e daí como classificar atos que se tornarão tão comuns em meio à sociedade. Certo seria algo que todos fazem? Ou seria fazer o que cada um ache que é certo? Ou seja, com seus próprios princípios. Quem será que pode responder a questões como estas. Qual seria nosso papel aqui na Terra? Será que cada um tem um papel a fazer? Alguém sabe responder!??

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Os objetos da mulher


A mulher não é so o que pensa, e muito menos seu corpo, mas também uma coleção de objetos que a acompanha. Esses artigos transitórios se espalham entre bolsas, estojos, gavetas e armários de banheiro sem organização aparente para nenhum outro ser humano, inclusive do mesmo sexo. Cada mulher tem um jeito diferente de sorrir, levar o garfo à boca, dizer o seu (meu) nome e ordenar seu aparato de sobrevivência. Ela é um astronauta urbano. Carrega consigo uma série de aparelhos sem os quas a vida neste planeta é impossível. Entre muitos outros: sabonetes (para o rosto, para o corpo, para partes), tônicos, desodorantes, adstringentes, maquiagens, bases, pós compactos, blush, rímel, curvex, delineadires, lápis, sombra, batom, brilho, demaquilantes, esmalte, óleo secantes, perfumes, colônias, cremes e hidratantes (para o rosto, para o corpo, para mãos etc.), absorventes (interno, externo, com abas, sem abas, noturno, diurno, diário), calcinhas reservas, lenços umedecidos, comprimidos, pílulasm algodõesm band-aid, protetores labiais, protetores solares (para o rosto, para o corpo), loções pós-sol, cotonetes, pomadas, shampoos, condicionadores, cremes para pentear, silicone, escovas, pentes, chapinhas, babyliss e uma infinidade de variantes e combinações incompreensíveis entre esses produtos. Quando se hospeda, exporta parte da sua coleção e coloniza novas prateleiras e pias, até então desabitadas. Às vezes, larga portrás de si as embalagens semivazias e diz que não sabe se volta. Ficamos sozinhos no banheiro, sem saber o que fazer com aqueles frascos inúteis de plástico com fórmulas de alta tecnologia e nomes muito complicados em francês. Quando percebemos que cada um deles traz uma narrativa, uma imagem e uma parte do corpo da mulher (um pedaço da sua ausência), nos olhamos no espelho com ar de descoberta: inúteis somos nós na casa vazia.

"Conteudo retirado da Revista Magazine que sai todas as terças no jornal O globo. Coluna Sobretudo de João Paulo Cuenca."

sorrisos :)

Maldição sobre jornalistas

Contam os alfarrábios que quando Deus liberou para os homens o conhecimento sobre a informação, determinou que aquele 'privilégio' iria ficar restrito a um grupo muito pequeno de pessoas. Mas neste pequeno grupo, onde todos se acham 'semideuses', já havia aquele que iria trair as determinações divinas. Aí aconteceu o pior! Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns dos mandamentos do jornalista:

1º) Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º) Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
3º) Estarás condenado ao eterno cansaço físico e mental.
4º) Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como a maioria, terás úlcera, pressão alta, princípios de enfarte, estresse e depressão. E, perto de se aposentar, terás câncer.
5º) A pressa será tua sombra e tuas refeições principais serão o lanche da padaria da esquina, a pizza do pescoção ou uma coxinha comprada no buteco mais próximo do local onde realizarás as reportagens.
6º) Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo; se te sobrarem cabelos.
7º) Tua sanidade mental será posta em xeque antes de completares cinco anos de trabalho.
8º) Ganharás muito pouco, não terás promoção, não terás perspectiva de melhoria e não receberás elogios de seus superiores e leitores. Porém, as cobranças serão duras, cruéis e implacáveis.
9º) Trabalho será teu assunto preferido; talvez o único.
10º) A máquina de café será tua melhor colega de trabalho; a cafeína, porém, não fará mais efeito.
11º) Os butecos que ficam abertos de madrugada serão tua única diversão e somente neles poderás encontrar malucos iguais a ti.

12º) Terás pesadelos freqüentes com horários de fechamento, palavras escritas erradas, reclamações de leitores, matérias intermináveis, processos, gritos ao telefone... E, não raro, isso acontecerá durante o período de férias.
13º) Tuas olheiras e mau humor serão teus troféus de guerra.
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4º) Por mais que sejas um profissional ético, serás visto na rua como um canalha.
15º) E, apesar de tudo isso, haverá uma legião de “focas” querendo ocupar o seu lugar

terça-feira, 14 de julho de 2009

FAZER BEM E NÃO OLHAR A QUEM...


Amigos ajudar é sempre bom e não custa nada também!
Vamos ajudar a quem prescisa diretamente ou indiretamente. Eu já to fazendo a minha parte e você também faça a sua.
Se não puder fazer uma grande ajuda faz uma pequenininha! Divulgue esse blog e já estará ajudando muito.

http://www.operacaosorriso.blogspot.com/


O Programa do Rio é sempre muito esperado. O Rio não é a capital oficial do Brasil, mas certamente é a cidade mais amada e estimada pelo nosso povo. Todo brasileiro se sente um pouco carioca, afinal o Cristo Redentor é o nosso símbolo nacional fronteira a fora.

Quando chega o Programa do Rio é quase como se tivesse um Programa da Operação Sorriso em cada cidade brasileira. Ligam de Brasília, São Paulo, Minas, Santa Catarina, Amazonas, Bahia, o Brasil inteiro se une para ajudar. E realmente precisamos de ajuda!

Então, coloco aqui para vocês algum material para ajudar na divulgação:




Para quem não sabe, a Triagem vai ser nos dias 6 e 7 de agosto, a partir das 8 horas, no Hospital do Fundão, UFRJ, Ilha do Governador.

As cirurgias são do dia 10 ao 14 e oferecemos alojamento e transporte até o hospital para famílias que não puderem arcar com despesas de hospedagem.


NECESSIDADES:

Para o programa do Rio precisamos de:

Lanchinhos para Triagem (sucos, biscoitos, frutas...)

Alimentação para alojamento e semana de cirurgias (alimentos não perecíveis: óleo, macarrão, arroz, feijão etc |alimentos perecíveis: carne, verduras, pão etc)

Alimentos para o kit pós-operatório: sustagem, farinha para mingaus, leite em pó, achocolatados, gelatina, amido de milho.

Brinquedos, canetinhas, papel.

Roupas (crianças e adultos), roupas de cama e toalhas.

Fraldas | Material de higiene pessoal | Material de Limpeza

Gaze, esparadrapo “micropore”, pomada cicatrizante e dipirona.:

Galera da uma olhada na chamada da operação sorriso desse ano.

http://www.youtube.com/watch?v=9dxPaXLwO6s

Conto com a colaboração de vocês.

Sorrisos :)